Curso de Rádio e TV da UCDB

Prof. Msc. Joaquim Sérgio Borgato possui graduação em Comunicação Visual pela Fundação Armando Álvares Penteado (1984) e mestrado em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo (2000). Atualmente é professor titular da Universidade Católica Dom Bosco, coordenador dos cursos de Design e Rádio/TV.

Campo Grande, capital do Estado de Mato Grosso do Sul, situada na região centro-oeste do Brasil, possui aproximadamente 750 mil habitantes com uma infra-estrutura urbana moderna e forte valorização à preservação do meio ambiente. Por estar numa região com forte predomínio do agronegócio e turismo ecológico, o estado possui a maior parte do pantanal brasileiro e é confundida como local pouco desenvolvido. A novela “Pantanal”, apresentada pela primeira vez no inicio década de 1990 pela Rede Manchete de Televisão e recentemente reprisada pelo SBT, trouxe o foco para a região e mostrou um Brasil desconhecido por muitos. As telenovelas no Brasil continuam sendo a grande atração de lazer para a maior parte da população brasileira e quando bem realizada pode trazer grandes benefícios, como ocorreu com esta telenovela para o Estado de Mato Grosso do Sul, muito confundido com o estado de Mato Grosso, região mais ao norte e que já foi um único estado com este nome.

Neste contexto geográfico situa-se na cidade de Campo Grande, a UCDB – Universidade Católica Dom Bosco, a principio Faculdade há mais de 45 anos, que se tornou universidade no ano de 1995, com um campus moderno, arrojado com muita área verde e uma infra-estrutura considerada a melhor do estado.

No ano de 1995 surgiram os dois primeiros cursos de graduação em Comunicação Social: Publicidade e Propaganda e Relações Públicas; a procura foi muito grande e neste período foi instalado o moderno laboratório de comunicação considerado até hoje o melhor e mais completo do Estado. No ano de 1999, viu-se a necessidade de implantar outras habilitações da Comunicação Social e então surgiram os cursos de Jornalismo e Rádio e Televisão. A procura também foi muito grande por estas últimas duas habilitações, afinal, o mercado estava carente de mão-de-obra especializada.

Em Campo Grande, as principais emissoras de televisão de canal aberto do país tem suas afiliadas implantadas, e também emissoras de rádio, muitas produtoras de áudio e vídeo, agências de publicidade, jornais impressos, revistas e da mais atual mídia: a internet.

Campo Grande possui uma característica muito importante e diferenciada de outras capitais fora do eixo Rio-São Paulo: possui canal televisivo próprio de grande repercussão nacional para o público do agronegócio, o Canal do Boi, um canal de televendas de animais em forma de leilão, que emprega a maioria dos egressos formados em radialismo na UCDB; aliás, a única habilitação em Comunicação Social oferecida na capital. O Canal do Boi acabou tornando-se foco de minha pesquisa para o mestrado realizado na Universidade Metodista de são Paulo, orientada pelo prof. Dr. Sebastião Squirra e acabou gerando o livro, “Comunicação rural para uma nova era”, pela editora da UCDB no ano de 2001.

Nestes anos de existência do curso, devido a vários fatores (principalmente com o desenvolvimento de novas tecnologias no sistema de radiodifusão), a grade do curso passou por várias reformulações, procurando adaptar-se às novas realidades do mercado. A mídia digital com certeza foi o principal meio transformador, com os equipamentos digitais e sua popularização pode-se investir em novos equipamentos. Desta forma, o que no inicio do curso estava restrito a 3 ilhas de edição, uma switcher, um estúdio de TV com 3 câmeras, um estúdio de áudio, um laboratório de fotografia analógica, um estúdio de fotografia, ampliou-se para um laboratório com 25 computadores com os programas de edição em vídeo e áudio para que cada aluno individualmente realize todas as etapas de uma produção audiovisual. O laboratório de edição não-linear contém os programas, de Adobe Premier CS2, AFter Effect, Corel Draw, Photoshop CS2 e Sound forge, além de uma central de digitalização de imagens. Também ampliou para dois os estúdios de áudio, todos com equipamentos digitais.

Para a produção em vídeo, o laboratório de comunicação possui 2 estúdios de TV, 2 estúdios de áudio, um estúdio de fotografia, um camarim, um laboratório de fotografia analógico e o almoxarifado. Neste mesmo espaço, ficam as agências de Publicidade e Propaganda, Jornalismo, Rádio e TV e Design para o desenvolvimento de projetos de extensão. Ao lado do prédio do laboratório de comunicação está instalado a FM UCDB 91,5, com espaço para a produção acadêmica das várias áreas da comunicação.

A universidade também possui espaço no canal universitário transmitido pela NET (canal 14), onde os programas desenvolvidos pelos alunos de RTV através das disciplinas e do Núcleo de RTV são veiculados.

Para o desenvolvimento da parte prática das disciplinas que envolvem vídeo, os acadêmicos contam com 5 câmeras Mini-DV, duas Super VHS, 7 câmeras fotográficas digital e 10 analógicas. Todo este equipamento pode ser utilizado sem custo adicional para o acadêmico, bastando apenas fazer o agendamento prévio.

No período vespertino e aos sábados nos períodos da manhã e tarde os acadêmicos podem dispor dos laboratórios para o desenvolvimento de suas atividades de aula, sempre contando com apoio de professores, técnicos e estagiários. Ainda conta com mais 3 laboratórios de informática com 40 computadores para as aulas exijam pesquisas, redação, criação e outra atividades inerentes ao curso.

O corpo docente é formado por professores de diversas áreas, a maioria com mestrado. No principio, não havia nenhum profissional com graduação em radialismo, pois não havia nenhum na cidade, após dois anos do inicio do curso, foi contrato o primeiro professor titulado em radialismo vindo de Vitória – ES, professor especialista Rodrigo Oramas Buaiz. Hoje, contamos com dois professores que são egressos da primeira turma. Todos têm muita experiência de mercado de radiodifusão e contribuem de forma consistente na aplicação da teoria à prática.

A realidade em número de alunos hoje é bem diferente dos primeiros anos. Reduziu de forma drástica a procura por esta e as outras habilitações em comunicação social, fenômeno que se repete em várias partes do Brasil e que tem em seu fundamento várias explicações, que por si só, merece um estudo aprofundado.

O curso foi reconhecido pelo MEC no ano de 2002 e tem se saído bem nas avaliações do ENADE.

O grande problema que vemos enfrentando é o mesmo de todo o Brasil, quando falamos de universidades privadas. O acadêmico ingressante é cada vez menos qualificado, fruto de uma política de educação nacional completamente equivocada e comprovada pelos dados nacionais e internacionais de pesquisa na área da educação. Percebemos no curso de radialismo um desejo dos acadêmicos de querem apenas aulas práticas, dando pouca ou nenhuma importância aos conteúdos teóricos, a base de uma formação universitária de qualidade.

O curso compreende oito semestres, com 160 créditos em cada um, totalizando 2.880 horas/aula. Desde o 1º semestre são oferecidas disciplinas com a finalidade de propiciar aos acadêmicos um aprofundamento direcionado a sua área de atuação no mercado de trabalho. Durante o curso os alunos devem participar de palestras, seminários, oficinas, congressos etc. que serão computados como Atividades Complementares, cuja carga horária é de 144 horas/aula.

A Universidade Católica Dom Bosco – UCDB embasada em vasta experiência educacional de serviços prestados à comunidade sul-mato-grossense busca por meio de seu Projeto Pedagógico Institucional sedimentar uma política efetiva e consciente de ampliação e dinamização de seus cursos.

Para a UCDB, cujo compromisso com a região é ser agente captador, transformador e organizador do conhecimento e da cultura de seu povo, torna-se prioritário corresponder aos planos governamentais de desenvolvimento do Estado. Estes planos tem evidenciado que Mato Grosso do Sul, desde sua criação em 1979, vem atraindo populações que procuram melhores condições de trabalho e de vida e, em sua grande maioria, aqui se fixam, exigindo modificações quantitativas e qualitativas nos serviços oferecidos.

Em função das mudanças tecnológicas que identificam este novo século como da imagem, da fluidez rápida de informações e, principalmente, da hibridização das mídias, o profissional a ser formado no Curso de Comunicação Social, habilitação em Rádio e TV, deve pensar a contemporaneidade mantendo-se atualizado com as novas perspectivas que surgem com a revolução tecnológica.

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