Crítica | Amor à Flor da Pele (2000), de Wong Kar-Wai

Em Amor à Flor da Pele, a película é o concreto capaz de materializar os sentimentos. No filme, o mundo material impede a concretização do amor, assim como é o responsável por seu surgimento. Em cada plano, através da película, é onde o amor floresce e se materializa. O filme lida com essa questão da incapacidade dos personagens concretizarem seus sentimentos, ao mesmo tempo em que os objetos materiais e a maneira como estão dispostos no mundo, são tratados como a representação simbólica da situação dos protagonistas.

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Crítica | Triângulo da Tristeza (2022), de Ruben Östlund

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O Menu, Glass Onion: Um Mistério Knives Out, The White Lotus tiveram grande destaque de público e crítica em seus respectivos lançamentos. A partir disso, é compreensível a escolha da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de nomear o filme vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2022 para 3 principais categorias no Oscar de 2023: o controverso e afiado Triângulo da Tristeza.

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Crítica | Tár: um ensaio dos mecanismos de poder sociais

No decorrer do filme, observamos a vida perfeita de Tár desmoronando enquanto ela se prepara para o lançamento de seu livro autobiográfico, Tár on Tár, e a tão esperada regência ao vivo da difícil Sinfonia nº 5 de Gustav Mahler. Similar a outros filmes do gênero, como o famoso A Professora de Piano (2001) de Michael Haneke, Tár (2022) focaliza na arte musical clássica, prolífico reino cinematográfico onde habitam os músicos com suas realidades obscuras e imperfeitas. 

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Crítica | Os Fabelmans (2022), de Steven Spielberg

Neste filme, Spielberg não está interessado em fazer uma homenagem pueril da sétima arte - reverenciar a magia do cinema -, e sim mostrar como, para ele, o cinema é uma assombração. E a única maneira de escapar dela é observar o mundo com uma visão de cinema. A sua vida precisa se transformar num drama cinematográfico.

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